<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884</id><updated>2011-12-15T00:39:06.136-02:00</updated><title type='text'>There's no Life Without a Command Prompt</title><subtitle type='html'>Ninguém particular. Entretanto eu amo filosofia e ciência, especialmente computadores e matemática. Também pessoas inteligentes. As coisas que eu não gosto são incontáveis.&lt;br&gt;

Niemand besonders. Aber ich liebe Philosophie und Wissenschaft, namentlich Rechnern und Mathematik. Auch klug Leute. Dinge, die ich hasse, sind unzählig.&lt;br&gt;

No one special. But I do love philosophy and science, especially computers and mathematics. Also smart people. Things that I hate are countless.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-7930198719283443863</id><published>2010-10-20T10:21:00.001-02:00</published><updated>2010-10-20T10:22:23.951-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Texto de &lt;i&gt;Ruy Coppola&lt;/i&gt;, de 2003. Antigo, mas divertido de se ler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Estimado presidente, assisti na televisão, anteontem, a trecho de seu discurso criticando o Poder Judiciário e dizendo que V. Exa. e seu amigo Márcio, ministro da Justiça, há muito tempo são favoráveis ao controle externo do Poder Judiciário, não para "meter a mão na decisão do juiz", mas para abrir a "caixa-preta" do Poder. Vi também V. Exa. falar sobre "duas Justiças" e sobre a influência do dinheiro nas decisões da Justiça. Fiquei abismado, caro presidente, não com a falta de conhecimento de V. Exa., já que coisa diversa não poderia esperar (só pelo fato de que o nobre presidente é leigo), mas com o fato de que o nobre presidente ainda não se tenha dado conta de que não é mais candidato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não precisa mais falar como se em palanque estivesse; não precisa mais fazer cara de inconformado, alterando o tom da voz para influir no ânimo da platéia. Afinal, não é sempre que se faz discurso na porta da Volks. Não precisa mais chorar. O eminente presidente precisa apenas mandar, o que não fez até agora. Não existem duas Justiças, como V. Exa. falou. Existe uma só. Que é cega, mas não é surda e costuma escutar as besteiras que muitos falam sobre ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basta ao presidente mandar seu amigo Márcio tomar medidas concretas e efetivas contra o crime organizado. Mandar seus demais ministros exercer os cargos para os quais foram nomeados. Mandar seus líderes partidários fazer menos conchavos e começar a legislar em favor da sociedade. Afinal, V. Exa. foi eleito para isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois, sr. presidente, no mesmo canal de televisão, assisti a uma reportagem dando conta de que, em Pernambuco (sua terra natal), crianças que haviam abandonado o lixão, por receberem R$ 25 do Bolsa-Escola, tinham voltado para aquela vida (??) insólita, simplesmente porque desde janeiro seu governo não repassou o dinheiro destinado ao Bolsa-Escola. E a Benedita, sr. presidente? Disse ela que ficou sabendo dos fatos apenas no dia da reportagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode ver, sr. presidente, vou tentar lembrá-lo de algumas coisas simples. Nós, do Poder Judiciário, não temos caixa-preta. Temos leis inconsistentes e brandas (que seu amigo Mário sempre utilizou para inocentar pessoas acusadas de crimes do colarinho-branco). Temos de conviver com a Fazenda Pública (e o sr. presidente é responsável por ela, caso não saiba), sendo nossa maior cliente e litigante, na maioria dos casos, de má-fé. Temos os precatórios que não são pagos. Temos acidentados que não recebem benefícios em dia (o INSS é de sua responsabilidade, sr. presidente). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não temos medo algum de qualquer controle externo, sr. presidente. Temos medo, sim, de que pessoas menos avisadas, como V. Exa. mostrou ser, confundam controle externo com atividade jurisdicional (pergunte ao seu amigo Márcio, ele explica o que é). De qualquer forma, não é bom falar de corda em casa de enforcado. Evidente que V. Exa. usou da expressão "caixa-preta" não no sentido pejorativo do termo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juízes não tomam vinho de R$ 4 mil a garrafa. Juízes não são agradados com vinhos portugueses raros quando vão a restaurantes. Juízes, quando fazem churrasco, não mandam vir churrasqueiro de outro Estado. Mulheres de juízes não possuem condições financeiras para importar cabeleireiros de outras unidades da Federação, apenas para fazer uma "escova". Cachorros de juízes não andam de carro oficial. Caixa-preta por caixa-preta (no sentido meramente figurativo), sr. presidente, a do Poder Executivo é bem maior do que a nossa. Meus respeitos a V. Exa. e recomendações ao seu amigo Márcio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Dê lembranças a "Michelle". &lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;fonte: &lt;a href="http://www.estadao.com.br/arquivo/nacional/2003/not20030424p37173.htm"&gt;estadão&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que eu não sinta ânsia de vômito ao pensar no legislativo, afinal: &lt;a href="http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/stj-suspende-efeitos-da-lei-da-ficha-limpa-para-deputado-de-sp.html"&gt;Abelardo Camarinha&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/08/stj-livra-deputado-mineiro-da-lei-da-ficha-limpa.html"&gt;Silas Brasileiro&lt;/a&gt; deveriam ter sidos bloqueados pelo ficha limpa. Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando, para rir um pouco mais: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=00FxDhzqrIc"&gt;CQC&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me envergonho de viver no meio de tudo isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-7930198719283443863?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/7930198719283443863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=7930198719283443863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/7930198719283443863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/7930198719283443863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2010/10/texto-de-ruy-coppola-de-2003.html' title=''/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-3027837629408702046</id><published>2010-10-13T18:29:00.001-03:00</published><updated>2010-10-13T18:32:51.226-03:00</updated><title type='text'>Melhoria contínua (de coeficiente angular negativo)</title><content type='html'>Resposta do DETRAN ao último e-mail:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Em resposta ao seu e-mail temos a informar que, o Detran/Pr, através desta Coordenadoria, agradece sua colocação e espera contar sempre com sua participação, pois ao serem pontuadas as qualidades e/ou falhas da Instituição, gera-se a necessidade e o compromisso com a melhoria contínua, premissa da equipe do Detran/Pr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Nome da Pessoa]&lt;br /&gt;CAC&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;Nova resposta minha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Eu não vejo melhoria, vejo piora contínua. Não consigo ver se quer um aspecto que tenha melhorado nos últimos 10 anos. Claro que alguma coisa pode ter passado, mas no geral estou bastante seguro que piorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os serviços estão uma porcaria, estou de fato pontuando isso como uma falha da instituição. Mas o que eu esperava não era uma resposta genérica de reclamação. Eu esperava algo mais na direção de uma explicação menos estapafúrdia que aquela que consta no site e alguma idéia sobre como isso está sendo tratado. Essa restrição é temporária? Como será no futuro, eu poderei pagar sem ter que ir ao banco? Se sim isso ocorrerá a partir do ano que vêm?&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu suponho que o texto desta resposta tenha sido usado um bom tanto de vezes. Eu sinto muito, mas a resposta padrão no modelo "obrigado pela sua reclamação, vamos tentar melhorar ainda mais" não cola. Eu não sou idiota, e não sou palhaço. Os serviços estão uma porcaria, tenham culhões de pelo menos se desculpar e dizer se estão trabalhando para mudar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os serviços de DETRAN/PR foram usáveis um dia, quando os serviços eram providos pelo Itaú. Depois disso os serviços ficaram uma porcaria e pioraram com o tempo. Se a melhoria contínua da qual eles estão falando for essa eu prefiro que todo mundo para de "melhorar" e deixe assim. Ou logo vou ter que ir pagar em dinheiro vivo no próprio DETRAN. Isso tudo, claro, para a minha conveniência!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-3027837629408702046?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/3027837629408702046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=3027837629408702046' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/3027837629408702046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/3027837629408702046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2010/10/melhoria-continua-de-coeficiente.html' title='Melhoria contínua (de coeficiente angular negativo)'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-7747996355988655819</id><published>2010-10-11T13:51:00.003-03:00</published><updated>2010-10-11T14:11:05.227-03:00</updated><title type='text'>Banco do Brasil e outros insultos</title><content type='html'>No Brasil nós estamos tão acostumados a termos nossa inteligência insultada que as vezes nem percebemos quando isso está acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é verdade que a maioria das pessoas que eu conheço (possivelmente a maioria dos brasileiros) não reclamem por medo de represália. A essas pessoas eu digo: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Cuzões&lt;/span&gt;, vocês merecem todos os defeitos desse país. Pena que não dá para colocar vocês em um um curral, para formarem a sua própria sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À alguns anos havia uma campanha na Alemanha, expressa principalmente por uma frase: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Mehr Toleranz&lt;/span&gt; (mais tolerância). Lá as pessoas ficam stressadas por lutar contra os pequenos problemas da sociedade. A sociedade como um todo funciona, mas isso é tão forte que justificou uma campanha para as pessoas diminuírem um pouco esta postura. Pessoalmente eu quero ir para lá. Talvez seja meu paraíso. Vale a pena sonhar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, no Deixaprálálândia (vulgo Brasil), eu sugiro iniciarmos uma camanha: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Weniger Toleranz&lt;/span&gt; (menos tolerância), ou &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Keine Toleranz&lt;/span&gt; (tolerância zero). Temos que reclamar, brigar, e até agredir, quando mesmo com diálogo não for possível eliminar algum absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo consta reclamação, enviada ao Detran PR por mim, 11 de outubro de 2010:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Eu venho por este reclamar da maneira como o licenciamento precisa ser paga este ano. Desde que as tarefas bancárias foram movidas do Itaú para o Banco do Brasil tem sido um grande transtorno pagar os impostos veiculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano chegou-se ao cúmulo de se anunciar que para "trazer comodidade ao cidadão", não é possível emitir os dados para pagamento pelo site do detran. Eu não me senti nem um pouco cômodo ao ter que pedir à minha mãe, que é correntista do banco do brasil, para pagar uma conta para mim. E mesmo ela não pode pagar pela internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só vejo comodidade para o próprio detran, por possuir este sistema de computadores que remete ao início dos ano 90. Se forem causar mais dificuldades para nós, cidadão e usuários, por favor pelo menos não ofendam nossa inteligência.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-7747996355988655819?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/7747996355988655819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=7747996355988655819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/7747996355988655819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/7747996355988655819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2010/10/no-brasil-nos-estamos-tao-acostumados.html' title='Banco do Brasil e outros insultos'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-6607290512465373082</id><published>2008-07-19T11:20:00.004-03:00</published><updated>2008-07-19T12:14:54.987-03:00</updated><title type='text'>C++: Link Error</title><content type='html'>A linguagem C++ é fascinante. As vezes um pouco confusa, com todos sabem. Dá um certo trabalho fazer código direito. Talvez isso seja parte motivo para orgulho que eu sinto quando termino um projeto. Pessoalmente acho que a linguagem poderia melhorar, mas como está é aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não é aceitável é a forma como o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;linkeditor&lt;/span&gt; mostra mensgens de erro. Em alguns ambientes, como o VS.NET, eu não tenho nem informação de onde o erro corre. Eu tenho um projeto que está começando, com cerca de 50 arquivos, usando templates (em linguagens com suporte a reflexão seriam chamados de generics). Uma das mensagens de erro que apareceram durante o desenvolvimento foi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_V5bentGB6eM/SIH5x2XL5TI/AAAAAAAADmM/MGPSm59eT18/s1600-h/link-error.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_V5bentGB6eM/SIH5x2XL5TI/AAAAAAAADmM/MGPSm59eT18/s320/link-error.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224731677528155442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema com o código já foi resolvido. A questão é: Alguém nesse mundo consegue ter alguma idéia de qual é o erro olhando apenas para isso? Tipicamente a mensagem de erro é suficiente para saber que esquecemos um ponto-e-vírgula, algum parâmetro de uma função está errado, o nome de algum método não está escrito corretamente ou alguma coisa assim. A eficiência do compilador de nos dizer o que está errado tem grande influência na produtividade. E nesse caso? Eu programo pouco com C++, menos ainda usando templates. As vezes levo cerca de 2 horas para corrigir um problema desses com o VS.NET.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou dizer uma coisa ridícula: O compilador de C++ do Visual Studio não adquiriu qualidade profissional a ponto de poder ser usado em ambiente de produção para código que envolva templates. Melhorias necessárias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O linker deve mostrar a linha onde um erro acontece. Sei que isso é possível por que o eclipse com g++ faz. No entanto eu ainda não consegui classes template friend com ele, e no VS.NET funciona;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os erros de linkedição relacioandos a template precisam ser totalmente revistos. Se uma instância de uma classe template possui um método que espera um tipo genérico e eu passo um tipo errado mensagem de erro deve ser semelhante a mensagem de quando eu passo um parâmetro incorreto para uma classe não-template;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. O compilador precisa suportar o keyword export.&lt;br /&gt;Suponha que eu tenha uma classe template List&lt;T&gt;. Se essa classe for definida em um arquivo .h e implementada em um cpp eu tenho dois problemas: Não consigo usar a velha técnica de fornecer uma biblioteca de classes compiladas em .obj para meus clientes juntamente com os arquivos .h. Este problema nunca me incomodou muito &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;até agora&lt;/span&gt;. O segundo problema me incomoda em 100% dos casos. Para usar a classe Lista eu posso fazer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;#include "Lista.h"&lt;br /&gt;#include "Lista.cpp"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista&lt;string&gt; *lista = new Lista&lt;string&gt;();&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu incluí o arquivo cpp por que o texto da implementação tem que estar disponível por um motivo muito chato de detalhar. Se eu tiver um segundo arquivo de também usa esta lista para strings eu tenho um erro extremamente confuso do linkeditor. O texto do erro certamente não ajuda muito a resolver o problema (para variar). Eu sou obrigado vender minha alma para o diabo do #ifdef. E como todos sabem, quem usa #ifdef vai para o mesmo inferno que os spammers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução da linguagem é colocar o keyword export na definição da classe. Isso deveria resolver todos os problemas. No entanto tanto g++ quanto VS.NET não suportam essa keyword.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que a Microsoft está no caminho certo. Mais alguns anos de desenvolvimento e eles podem acabar chegando em um compilador descente. E então eles podem até, imaginem só, reescrever todos os outros programas de forma decente. Do zero, em boa parte dos casos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-6607290512465373082?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/6607290512465373082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=6607290512465373082' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/6607290512465373082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/6607290512465373082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2008/07/c-link-error.html' title='C++: Link Error'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_V5bentGB6eM/SIH5x2XL5TI/AAAAAAAADmM/MGPSm59eT18/s72-c/link-error.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-7138694917102711581</id><published>2008-02-09T14:29:00.000-02:00</published><updated>2008-02-09T15:16:18.659-02:00</updated><title type='text'>SharePoint</title><content type='html'>Para quem pensa em usar sharepoint: Meu estado de espírito me levou a procurar no google "sharepoint criticism". Encontrei coisas interessantes. Um bom resumo está &lt;a href="http://nkilkenny.wordpress.com/2006/11/13/whats-wrong-with-sharepoint/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Using it is like closing your eyes, holding your breath and spinning around for thirty seconds. When your done you dont know where you are, you are very dizzy, and feel like you might throw up… I might create something in one place, but cant delete it or rename it there. After 15 minutes of searching, I cant find the same tool I used yesterday to do one thing or another. Its like that house in 13 Ghosts, everything SEEMS to move around on you… What really bothers me is this is not version one. It is a great idea gone horribly implemented.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hum... Se você não usou sharepoint deve saber muito bem qual é a sensação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;If it [sharepoint] was made by anyone else than MS and had to compete on its merits I suspect most of us would have never even heard of it&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca tinha pensado nisso. Não lembro de ter visto alguém falar: 'vamos usar a coisa por que ela é boa'. Sempre vi algo como 'olha, esse tal sharepoint vem de graça com o windows'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;I hate Sharepoint with the passion of 10000 burning Lotus Notes users&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hahaha!!! Isso é impossível! O &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Large_Hadron_Collider"&gt;LHC&lt;/a&gt; fornecerá, para alguns átomos, cerca de 200 blneu (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;burning Lotus Notes Elektron Users&lt;/span&gt;), ou 14TeV. Teme-se que isso acabe com o universo. A única entidade senciente capaz de suportar essa energia é Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-7138694917102711581?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/7138694917102711581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=7138694917102711581' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/7138694917102711581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/7138694917102711581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2008/02/sharepoint.html' title='SharePoint'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-116438681840780801</id><published>2006-11-24T14:45:00.000-02:00</published><updated>2006-11-24T14:46:58.420-02:00</updated><title type='text'>A destruição do universo</title><content type='html'>"it is astonishingly unlikely that there is any risk - but I could not prove it." - a respeito da possível destruição do universo pelo acelerador de partículas LHC.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-116438681840780801?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/116438681840780801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=116438681840780801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/116438681840780801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/116438681840780801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2006/11/destruio-do-universo.html' title='A destruição do universo'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-115262214881362123</id><published>2006-07-11T09:46:00.000-03:00</published><updated>2006-11-24T14:51:10.193-02:00</updated><title type='text'>Usuário [rev]</title><content type='html'>Usuário com problemas de e-mail:&lt;br /&gt;- Quando a mensagem volta é por que?&lt;br /&gt;- O que está escrito na mensagem?&lt;br /&gt;- Tá escrito que voltou por que o endereço não foi econtrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas tem o dom de não conseguir usar tecnologia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-115262214881362123?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/115262214881362123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=115262214881362123' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/115262214881362123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/115262214881362123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2006/07/usurio-rev.html' title='Usuário [rev]'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-112420245416479046</id><published>2005-08-16T11:23:00.000-03:00</published><updated>2005-08-16T11:27:34.173-03:00</updated><title type='text'>Cenas de uma estética da corrupção</title><content type='html'>Fragmento de manuscrito encontrado num latão de lixo, sob notas fiscais e faturas queimadas:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;(...) Não consigo ordenar as idéias. Não consigo mais interpretar nada, diante desta crise. As frases rolam em minha cabeça, as imagens se sucedem como um filme sem fim, sem meio e sem início ou, melhor, com um início longínquo, lá do fundo do Império e mais atrás, do fundo da Colônia. É tudo tão feio, tão sujo, tão ralo. Há uma revolução estética em marcha, a estética da corrupção, o arrasamento de todas as belezas, um manifesto do neogrotesco, o barroco sujo, um show de monstros que começa nos corpos espatifados do Iraque e Londres e acaba nos dentes tortos do Delúbio balbuciando baboseiras estratégicas na TV. Há uma cenografia, figurinos, um documentário no ar, mostrando as galinhas ciscando no terreiro do barraco do Ceará de onde vieram os 100 mil dólares na cueca, as galinhas ciscando, o irmão analfabeto dizendo: "Ué, ele é só o vaqueiro, precisa saber de quem é a boiada..." e, ao fundo, a rua de lama com as crianças famintas onde seria aberta uma pretensa agência de automóveis e outro parente miserável rindo sem dentes: "Chiii... aqui não tem dinheiro nem pra comer, quanto mais pra automóvel, seu moço..." As desculpas são tão vagabundas, tão desrespeitosas com a mínima inteligência, as caras são tão feias, tão malcuidadas, as barbas mal aparadas, a careca do Valério lembrando a cúpula do Congresso, e eu, meu Deus, que acreditei no romantismo, eu que perdi o medo de ser feliz, eu, que sonhava com heróicos peitos e heróicas milícias bradando Miaskovsky e, de repente, só me aparecem jacus, militantes-jacus com bigodeiras, ternos marrons, gravatas amarelas, boçais, rudes, famintos de todos os sonhos burgueses, meu Deus e o filme antigo preto-e-branco passando no cérebro do Dirceu, as massas na Rússia, correndo em São Petersburgo e os caderninhos vermelhos de Mao e as palavras velhas, a "alienação", a "superestrutura", os "fins e os meios", e ele falando: "Eu fiz o que tinha de fazer." E o ato falho de Dirceu: "Esse é o preço que pagamos para ter maioria no Congresso." E o ato falho de Delúbio, no fim da entrevista na TV: Fiz isso para "desviar"; isto é, ahhh... "ampliar recursos" e a ditadura dos conceitos consagrados pela academia, impedindo a reflexão pelos dogmas, tudo parece uma maldição de horrores se somando, o "deus executivo" da Igreja Universal, a cara do bispo João Batista, bicando como uma galinha branca, adunco, garras afiadas para sugar o povo pobre, empurrando a imprensa e pulando feito um carcará no meio dos milhões de notas embarcados no jatinho, e a democracia impotente diante de bilhões de reais em Miami e Atlanta e ninguém pode fazer nada, e os advogados, sempre iguais, ternos brilhantes, gravatas hediondas falando em "provas", em "recursos", complexas frases para ocultar a gatunice, a ladroagem, enquanto o Dirceu chora, Sílvio Pereira chora, Delúbio chora, Genoino chora, todo mundo chora e "não me lembro do empréstimo de 30 milhões de dólares e assinei sem ler e não sei o que ele fazia com tanto dinheiro na cueca e este é um governo que não rouba nem deixa roubar e nunca ouvi falar em mensalão e doa a quem doer eu vou cortar na carne e eu tenho de defender minha biografia e o Brasil (leia-se "eu") "não merece isso" e o fascinante esforço para mentir bem, as caras calmas na base do Lexotan, os olhos úmidos que querem emocionar o espectador e as mãos sem tremores e os sorrisos humildes e as lembranças da família e meus filhos, meus empregados, minha esposa, e os contratos, como intestinos saindo um de dentro do outro, contratos que se vão parindo, dando filhotes, abortos, e as caixinhas as cumbucas e o árido hall do Banco Rural, entre um dentista e um ginecologista e um prostíbulo e o gesto eterno do grande Maurício embolsando os 3 mil, seus dedos ágeis, seu bolso voraz, meu Deus, onde há um pouco de beleza? Onde está Guimarães Rosa? Venham nos salvar! Onde João Cabral, onde Graciliano? Onde artistas maiores do Brasil, onde estão todos? Onde Tom, onde Vinicius, enquanto Gil chora e canta sem parar agarrado no colo do Lula, perdido dentro do deslumbramento, abandonado pelos bolchevistas, pendurado na única bóia de seu governo, a economia deixada por FHC, cercada de burrice num anel de erros. A burrice sagrada, a burrice dos patetas absolutos, que sozinhos boicotaram o próprio governo, a burrice como um gigante de Goya, um imenso bode preto, a sombra da completa imbecilidade incensada pelos intelectuais de esquerda, fazendo-me lembrar de Terra em Transe e de Glauber Rocha que previu tudo isso há 40 anos, mostrando que o problema era o samba das oligarquias, tapando a boca do idiota popular e berrando: "Já imaginaram essa besta no poder?" As bestas estão no poder. E não falo do Lula, inteligente, zonzo e desatento. Falo das bestas em volta, há dois anos e meio discutindo ideologias, traçando estratégias para um socialismo imaginário e nem uma estrada consertada, nem uma medida tomada, e grupos de trabalho embolados em vaidades e teorias vagas e "questões de ordem" e uma boçalíssima incompetência sob o vôo das notas fiscais queimadas em latões para ocultar as fazendas imaginárias e os cavalos imaginários e os bois de ar, tudo ar, e os laranjas famintos no sertão sem dentes, donos de fazendas de caretas e ladrões e a piada ridícula dessa Operação Uruguai 2, e direita e esquerda se encontrando no infinito e trapalhões soviéticos ignorantes destruindo em semanas tudo o que um partido tinha construído em 25 anos, é espantosamente feio tudo.... ....(aqui, o manuscrito se interrompe...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arnaldo Jabor, 19 de Julho de 2005, Estado de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-112420245416479046?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://txt.estado.com.br/colunistas/jabor.html' title='Cenas de uma estética da corrupção'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/112420245416479046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=112420245416479046' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/112420245416479046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/112420245416479046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2005/08/cenas-de-uma-esttica-da-corrupo.html' title='Cenas de uma estética da corrupção'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-111383177587868368</id><published>2005-04-18T10:15:00.000-03:00</published><updated>2005-04-18T10:42:55.880-03:00</updated><title type='text'>Seti@Home</title><content type='html'>&lt;a href="http://setiathome.ssl.berkeley.edu/"&gt;Seti@Home&lt;/a&gt; é um projeto da universidade de Berkeley para análise de dados de radiotelescópios de vários lugares do mundo. Para amantes das ciências e dos computadores isso não é novidade. Mas vale como um link a mais na conta do google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quantidade de dados captada pelos radiotelescópios é enorme, atualmente os processos de análise são demorados, não permitem que um único computador analise todas as informações. Por isso criou-se um software que qualquer um pode baixar configurar, por exemplo, como proteção de tela. Quando o computador está ocioso a proteção de tela capta blocos de dados captados por radiotelescópios e executa análise matemática. Hoje cada bloco é analisado mais de uma vez por diferentes '&lt;a href="http://setiathome.ssl.berkeley.edu/classpages/days/2453085_regtime.html"&gt;voluntários&lt;/a&gt;'. Essas análises servem como pré-filtragem para ajudar a identificar os blocos mais promissores, que são re-analisados por cientistas nos seus computadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou sendo muito relapso com relação a responder os pacientes leitores do meu blog. O último felizmente rendeu alguns comentários, e eu ainda não respondi todos. Espero complementar as idéias que ficaram em aberto tanto nos comentários quanto no meu próprio texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-111383177587868368?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/111383177587868368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=111383177587868368' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/111383177587868368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/111383177587868368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2005/04/setihome.html' title='Seti@Home'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-110596284333769525</id><published>2005-01-17T09:44:00.000-02:00</published><updated>2005-01-19T13:14:47.546-02:00</updated><title type='text'>Mudanças de Paradigma para a Sociedade do Futuro</title><content type='html'>Meu nome é Francisco Kurpiel, eu sou programador. Minha irmãzinha certa vez quis saber o que eu faço no meu trabalho. É meio desconfortável explicar para crianças e para pessoas mais velhas que eu fico sentado o dia inteiro na frente do computador apertando botões e mexendo no mouse. As crianças nunca têm paciência de ouvir uma explicação completa de o que é um programador. E eu vejo com freqüência nos olhos dos mais velhos algo como ‘... mas você não trabalha?’. Parece que é meio difícil para alguém duas gerações mais velho que eu imaginar que ficar na frente do computador o dia inteiro sem despejar uma gota de suor também é trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu tenha finalmente encontrado uma forma um pouco melhor de explicar o que eu sou. O trabalho dos programadores é tornar o computador mais e mais &lt;a href="http://www.cut-the-knot.org/recurrence/hanoi.shtml"&gt;útil&lt;/a&gt;. Útil para quê? Para qualquer coisa que alguém possa querer, dentro de certos limites, a ponto de nos motivar a ficarmos o dia inteiro na frente do computador. Nós, programadores, tomamos o conhecimento de alguma área emprestado, formalizamos ao extremo e ensinamos ao computador na linguagem dele. E assim o computador se torna mais e mais útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que os computadores podem fazer hoje? Existe uma quantidade tão grande de problemas que podem ser resolvidos por um computador que qualquer coisa que eu pense em citar parece ser ridícula. Mas eu estou preocupado com as aplicações mais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;produtivas &lt;/span&gt;do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa sociedade (pelo menos em boa parte do mundo) é baseada no trabalho e na moeda. Isso impõe um delicado equilíbrio que nossa sociedade funcione hoje, com pessoas felizes, que trabalham, ganham o seu dinheiro e então fazem o que tem vontade, com assistir TV tomando cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte fundamental do atual mecanismo da sociedade são as empresas. O objetivo geral das empresas é ganhar dinheiro. Classicamente elas precisam pagar funcionários para que eles ajudem a empresa a ganhar dinheiro. O que aconteceria se os funcionários não fossem mais necessários?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia-a-dia de boa parte dos programadores é automatizar alguma coisa. Temos, por exemplo, plantas de geração de energia que podem ser operadas com apenas um funcionário, que fica olhando um console de um sistema automático para o caso de alguma coisa dar errado. Neste momento certamente existem empresas de informática e de automação trabalhando projetos para substituir alguma máquina que exigia &lt;span style="font-style: italic;"&gt;x&lt;/span&gt; funcionários para ser operada e vai precisar de apenas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;y&lt;/span&gt; (sendo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;x&lt;/span&gt; maior que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;y&lt;/span&gt;). Até agora os empregos eliminados aqueles de tarefas repetitivas e pouco complexas, e aparentemente as vagas que estão sumindo aqui estão sendo absorvidas por trabalhos mais intelectuais, onde a automatização é mais complicada. O próprio processo de automatização requer muita gente trabalhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A automação um processo progressivo. Uma empresa que tem 10.000 funcionários economizaria bastante dinheiro se pudesse &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tornar desnecessários&lt;/span&gt; 2.000 deles. Para tal basta descobrir o que eles fazem, tentar formalizar ao extremo e ensinar a um computador. O mesmo trabalho passará a ser feito sem erros, muito mais rápido e não será necessário pagar salários. E progressivamente as vagas vão ser eliminadas pelas máquinas. Teremos 20% de desemprego no mundo, então 40, 70, 80. Eu não sei até onde isso vai, mas não acredito que o nosso atual modelo suporte 40% de desemprego mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conseqüência disso é que teremos trabalho para tão pouca gente que o capitalismo como o conhecemos não poderá sobreviver. Mas não devemos ver a automação (ou os programadores) como uma vilã(ões), e sim o capitalismo, que é simplesmente incompatível com os rumos da sociedade. Nós precisamos encontrar um novo paradigma para a sociedade, para que ela continue funcionando quando o trabalho não for mais necessário. O modelo da moeda e do trabalho em breve entrará em colapso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderia ser esta nova sociedade? Nós temos as duas premissas básicas:&lt;br /&gt;•    O trabalho não será obrigatório;&lt;br /&gt;•    Todas as pessoas, as que trabalham e as que não trabalham deverão ter acesso aos bens e serviços disponíveis;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece ser um problema grande. Mas observe que partindo do princípio de que o desemprego realmente atinja o ponto de tornar o atual modelo insustentável então recairemos exatamente nestas premissas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Mas como as pessoas que não trabalham vão comprar bens?”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pergunta não fará sentido no modelo que irá surgir por que a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;comprar &lt;/span&gt;não existirá ou terá um sentido diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós também não podemos ignorar que, pelo menos por um bom tempo, ainda existirá necessidade de algum trabalho humano. O novo modelo, além de dar acesso aos bens e serviços a quem não trabalho, vai ter que resolver o problema de como recompensar aqueles que trabalham por produzir os bens consumidos por toda a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria muito de ver uma sociedade como a sugerida em &lt;a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/6305127638/102-4202151-1494549?v=glance"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Star Treak: First Contact&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, onde aqueles que trabalham o fazem por desejar o crescimento pessoal. Isso resolvia o problema, por que aparentemente havia um número de vagas compatível com o número de voluntários. Mas pensar nisso hoje, vivendo em uma sociedade capitalista é quase impossível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como seria a vida em uma sociedade onde parte, (e em algum momento a maioria) das pessoas não executa nenhuma atividade produtiva? Elas teriam 100% do seu tempo livre, elas consumiriam, consumiriam, dormiriam, consumiriam, consumiriam, dormiriam... Quanto elas consumiriam? Tudo o que estivesse disponível, é claro. Mas como isso seria dividido? Igualmente? Essa é outra pergunta que precisa ser respondida. Talvez exista um igualitarismo entre os cidadãos não-produtivos. E os que produzem teriam direito a consumir mais? Será que vamos instigar a ganância como forma de manter a sociedade funcionando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu imagino que a mudança não ocorrerá do capitalismo uma sociedade dos moldes de Star Trek diretamente, até por que o desemprego será um problema que vai aparecer lentamente. Mas quem sabe em que níveis a relação vagas/população vai chegar? Programadores estarão sempre tomando o conhecimento de humanos emprestado e ensinando um computador a substituir as pessoas. E se o leitor puder imaginar que existirão máquinas inteligentes então podemos pensar que chegaremos a números extremos, como vagas para apenas 1% da população ou talvez até menos. Se o leitor não acreditar na possibilidade do surgimento de formas de inteligência artificial então nós sempre teremos algumas vagas que nunca serão preenchidas (como as dos programadores). Mas caso tenhamos 90% da sociedade livre de trabalho o panorama será sério a ponto de ser impossível termos, por exemplo, uma sociedade capitalista com um governo benevolente que mantém a sociedade funcionando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual será a motivação para as crianças estudarem? Aquelas que estudam para ter emprego perderão sua motivação. O sistema também precisará ser estável, não queremos que a evolução do capitalismo leve a um modelo fraco que possa ruir, formando, por exemplo, uma geração de crianças sem cultura, que possa perder aquilo que a humanidade acumulou desde que a primeira forma de escrita surgiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez toda essa idéia possa parecer um pouco insólita. Mas não podemos ignorar que os computadores tem um desenvolvimento extremamente mais rápido do que o desenvolvimento biológico da nossa espécie. O primeiro computador surgiu a menos de 100 anos. Quem sabe o que os computadores serão capazes de fazer em mais 100 anos. Ou em 200, 400 anos. Em um momento teremos computadores com a nossa capacidade cognitiva. Em pouco tempo o computador vai evoluir um pouco mais e vai passar a capacidade humana. E vai ter o dobro, o quádruplo, dez vezes, cem vezes a capacidade humana de pensar. Nós vamos precisar sim de um novo modelo para a sociedade. E lidar com computadores mais espertos que nós será apenas mais um problema (à não ser que tenhamos uma evolução artificial da espécie humana para manter o nosso orgulho, o nosso status de coisa-mais-inteligente-que-conhecemos). De qualquer forma eu acredito que qualquer modelo que atenda às duas premissas da sociedade do futuro será um enorme avanço para a humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-110596284333769525?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/110596284333769525/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=110596284333769525' title='12 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/110596284333769525'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/110596284333769525'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2005/01/mudanas-de-paradigma-para-sociedade-do.html' title='Mudanças de Paradigma para a Sociedade do Futuro'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>12</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-108250610646243076</id><published>2004-04-20T21:06:00.000-03:00</published><updated>2004-04-23T14:11:11.043-03:00</updated><title type='text'>A Inconsistência da Motivação Humana (rev. 1)</title><content type='html'>Filosofia, matemática, lógica… Qual é o papel destas disciplinas nas nossas decisões, no nosso modo de ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria de nós passa o seu dia a dia justificando as suas atitudes com preceitos de todos os tipos: filosóficos, humanistas, biológicos. O difícil é provar que existe algum tipo de consistência nesta chuva de doutrinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um amigo me levantou uma questão interessante. Vai parecer trivial, mas nós temos dó de animaizinhos. Sério! Algumas pessoas têm. Eu fico horrorizado com histórias que ouço de pessoas malvadas que maltratam animais somente para saciar algum tipo de desejo mórbido. Mas não só por este motivo, eu me condôo do sofrimento de animais. Isso também acontece com meu amigo. Mas nós também gostamos de picanha. Como conciliar nosso impulso de proteger animais do sofrimento com nosso desejo de comê-los?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoas que tem interesse em desenvolver opiniões consistentes sofrem muito com sua própria natureza. Eu estou tentando determinar uma norma de conduta consistente para me apoiar nas minhas atitudes. Para tratar este assunto preciso partir de um conjunto de premissas arbitrárias (o grande problema de todas as ciências). Dependendo das premissas que eu escolho eu posso chegar à conclusão de que a manutenção da minha própria vida e a dos outros é tão importante como a manutenção de uma palavra escrita na areia, à beira do mar, ou, ainda, posso chegar à conclusão que certos grupos da nossa espécie são mais importantes que outros. O meu primeiro grande problema ao desenvolver uma filosofia é escolher este conjunto de premissas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que eu posso usar como parâmetro para escolher as premissas que vão guiar minha filosofia de vida? Eu poderia escolher orientado pelas conseqüências às quais elas levam. Eu elimino, por exemplo, qualquer conjunto de premissas que leve a conclusões racistas, que levem a concluir que a vida não tem valor, ou que dêem margem a maltratar os animais. Espere ai! Vocês percebem o que está acontecendo? Eu estou usando um conjunto de premissas para escolher as premissas da minha filosofia. Isso não é aceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então eu vou tentar fazer como os matemáticos, escolher os dogmas da minha lógica filosófica de forma que sejam os mais fundamentais possíveis e que sejam úteis para me levar a conclusões relacionadas ao mundo real (tentativa irracional de fugir do niilismo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a minha filosofia serve para orientar a minha vida. Por este motivo parece ser lógico usar a própria vida para definir minhas premissas, fazendo com que estas sustentem aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não teve nenhum criador. Como a palavra &lt;i&gt;propósito&lt;/i&gt; remete a um criador (o criador define o propósito), não podemos determinar o objetivo de vida perguntando para quem nos criou. Podemos, por outro lado, entender o que dirige as vidas que hoje habitam o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida só se mantém no planeta por que cada espécie possui a determinação necessária para se manter e produzir sucessores. Podemos entender que o objetivo da vida no planeta é a sua própria manutenção, ou, em outras palavras, autopreservação e procriação. Isso é consistente com a teoria evolucionista de Darwin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, assim como a maior parte dos que estão lendo este post, sou humano. Seres humanos têm capacidade cognitiva e consciência. Já que estamos tentando determinar os dogmas da nossa filosofia, devemos inspecionar o papel da nossa consciência na nossa vida. Não devemos ser ingênuos a ponto de acha que agimos de maneira racional. A lógica por si só não justificaria a necessidade da manutenção da vida. Como nós continuamos vivendo prova-se que existe algo mais fundamental para o nosso comportamento que a lógica. Podemos provar que parte dessas coisas fundamentais estão relacionadas à preservação da vida. Existem outras coisas? Analisando o meu próprio comportamento e o de outras pessoas utilizando métodos passíveis de crítica chego à conclusão de que a justificativa para a grande maioria das nossas atitudes não tem origem se quer consciente, muito menos lógica. Por que eu não gosto de ver animais sofrendo? Certamente eu não poderia apresentar uma prova matemática de eu devo sofrer por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa questão toda é muito complexa, eu estou a semanas tentando desenvolver uma filosofia que possa regir meu comportamento neste tipo de situação, mas como demonstrado acima, acabo sofrendo de um tipo de ceticismo com relação a minha própria motivação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu conseguisse produzir tal filosofia. Como ela seria? O seu objetivo é proteger certos animais do sofrimento e da morte. Seria aplicada a todos os animais? Inclusive insetos? Para mim isso não parece muito razoável, mas para excluir os insetos do mecanismo de proteção eu precisaria definir um limiar. Talvez a massa ou a espécie. Qualquer coisa que eu possa pensar é inaceitavelmente arbitrário. Isso me leva a conclusão de que a mesma regra deva ser aplicada a todos os animais: eu devo dar a mesma importância a vida de um elefante e à vida de um pernilongo. Não! Isso não é consistente com minha motivação inicial. Cada vez que eu dou um passo à frente no desenvolvimento da minha doutrina sou levado a repensar minha base lógica e minha motivação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da proteção dos animais em si é filosoficamente trivial comparada com a falha na qual a minha humilde tentativa de formalização do processo de decisão culmina. Eu me assusto quando penso que o que rege a minha vida são motivações inconsistentes que eu não poderia justificar racionalmente. Sequer faz sentido atendermos alguns dos nossos ímpetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a maneira como nós pensamos. Temos motivações incoerentes e isso está acima da nossa lógica. Não podemos justificar a maioria das nossas vontades, muito menos das nossas atitudes. Será que temos que aceitar isso tudo ou podemos concertar esse defeito da natureza humana? Nós teríamos que reprogramar a nossa própria vontade. Um trabalho extremamente duro e incerto. Ou podemos simplesmente esquecer, desligar o computador e tentar não pensar se faz sentido sentirmos pena de animais todas as vezes que nos deparamos seu sofrimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-108250610646243076?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/108250610646243076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=108250610646243076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/108250610646243076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/108250610646243076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2004/04/inconsistncia-da-motivao-humana-rev-1.html' title='A Inconsistência da Motivação Humana (rev. 1)'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-107996428228982819</id><published>2004-03-22T10:21:00.001-03:00</published><updated>2004-03-22T11:08:07.246-03:00</updated><title type='text'>Software no Brasil</title><content type='html'>Hoje eu vou contar uma pequena história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John, um jovem programador está cansado da sua empresa. Acabou de sair de uma reunião de cronograma onde ouviu pela n-ésima vez (sendo &lt;i&gt;n&lt;/i&gt; um número natural arbitrário) frases como “não quero pressionar vocês, mas minha confiabilidade ficará abalada com os clientes se eu atrasar novamente a previsão de entrega, então me entreguem até o final do próximo mês ou eu vou cancelar o projeto”. Finalmente surge uma oportunidade de ir trabalhar em outra empresa. Vai para a entrevista, dois dias depois é chamado. “Aqui nós trabalhamos com uma relação de empresa para empresa”, diz August, o dono da pequena empresa de software para Web, “como os encargos serão menores eu posso te pagar mais, é melhor para os funcionários!”. Então John ouve, pensando nos problemas dos quais pode se livrar, sobre como a empresa é nova, como tem potencial de crescimento e como quer crescer com os funcionários. Então contabiliza o seu salário inicial com a participação nos lucros que a empresa terá quando o atual projeto for entregue, e conclui que vale a pena trabalhar na empresa. Alguém sabe como esta história termina? Se você vê a realidade do trabalho no Brasil em um escritório barulhento então seu nome aqui &lt;i&gt;é John&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, John. Eu sei o que você sente. Eu acabei de sair de uma reunião de cronograma também. Muito bom..., ótimo. Mas, vamos falar de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você se pergunta: Será que existe alguma boa empresa para se trabalhar neste país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, é difícil responder. (Vou falar uma coisa óbvia na próxima frase). Existem coisas grandes e pequenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As empresas pequenas contratam seus funcionários pagando salários baixos, prometendo participação em lucro após a conclusão do atual projeto. O atual projeto demora mais que o dono da empresa pensava, o cliente perde a paciência, pressiona o dono da empresa que pressiona o programador, que sempre se chama John. John é perfeccionista, às vezes ao excesso. A empresa pede ao John e ao resto da equipe para &lt;i&gt;desligar&lt;/i&gt; o seu prefeccionismo para concluir a versão um do software. Depois o cliente vai querer aqueles recursos que foram cortados, o que vai dar tempo para melhorar o código com calma (prognóstico: falência de projeto). Mesmo com o perfeccionismo desligado o projeto atrasa. Então ou o projeto é cancelado e o dinheiro tem que ser devolvido (prognóstico: falência de empresa) ou o projeto é entregue de forma não funcional. No segundo caso, se gasta um tempo equivalente ao tempo do desenvolvimento do software para corrigir bugs. Se o projeto terminar o projeto seguinte leva a falência da empresa. A única coisa que pode impedir isso é um contrato com o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empresas grandes têm muitos funcionários bons, muitos ruins. E tem contratos com o governo. Em geral duram tanto quanto conseguirem manter os contratos com o governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A realidade é que as empresas brasileiras não têm dinheiro para gastar com informática. Não tem opção de gastar com qualidade. E claro que existem exceções. Essas exceções dão dinheiro para algumas empresas grandes e, eventualmente, uma &lt;i&gt;quase gorjeta&lt;/i&gt; para empresas pequenas. Se você quer abrir uma empresa você não pode depender de contrato com estas empresas. Na verdade pode, mas é arriscado. Para manter uma empresa é preciso ter ou o governo como cliente (evitando governos estaduais) ou um contrato muito bom com um banco. O problema com os bancos é que eles podem mudar o que bem entenderem e pagar o que for necessário. E você não vai querer ser empresa de um cliente só neste caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final das contas as possibilidades de uma empresa pequena sobreviver no nosso mercado brasileiro são muito pequenas. Dependem mais de sorte do que de qualquer tipo de capacidade técnica ou administrativa. Eu fiz várias generalizações exageradas, mas isso ainda representa bem a situação do nosso mercado. O nosso mercado simplesmente não pode pagar por desenvolvimento de software. Se você tem uma empresa e quer contratar alguém para desenvolver alguma aplicação customizada, eu vou te contar um segredo: Custa mais do que você pensa e leva mais tempo do que você pensa. Os teus processos provavelmente se encaixam em algum software pronto. Se não se encaixam, então repense seus processos. Você os criou e não quer mudar? Então sinto muito te informar, mas isso é um orgulho que vai te custar uma boa quantidade de dinheiro e vai te levar a um projeto falido de software ou a um software extremamente precário ou, caso você esteja realmente disposto, um bom projeto e muito mais dinheiro do que você pensava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é a vida, pobre John...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-107996428228982819?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/107996428228982819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=107996428228982819' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/107996428228982819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/107996428228982819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2004/03/software-no-brasil.html' title='Software no Brasil'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6640884.post-107965317182039504</id><published>2004-03-18T19:29:00.000-03:00</published><updated>2004-03-18T21:05:10.750-03:00</updated><title type='text'>Chamada para Leitores</title><content type='html'>Olá todos. Eu sou Francisco Kurpiel. Sou um estudante e desenvolvedor de software fascinado por tecnologia e por várias áreas do conhecimento. Muitas vezes eu pensei em começar a escrever informalmente para público aberto sobre vários assuntos, mas sempre me apoiei na bengala do desconhecimento de meios para fazê-lo. Curioso para uma pessoa que trabalha com tecnologia. Mas agora aqui estou eu com uma caixa de texto e um monte de idéias prontas para pularem para fora através dos meus dedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pretendo me focar em reportar a maneira como eu vejo as coisas, o mundo, as pessoas. Eu sei que nós vemos tudo isso de maneira pessoal. Na verdade este é um dos motivadores da minha iniciativa. Uma coisa que eu gosto muito de fazer é conhecer opiniões pessoais de algumas pessoas que eu respeito muito. Quando eu leio uma opinião que é exposta de forma lúcida, clara, bem embasada, eu sou estimulado a pensar sobre a minha opinião a respeito. Isso reforça minha maneira particular de pensar e reforça a base das minhas idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou escrevendo tudo isso logo no meu primeiro post por que tenho amigos que já se manifestaram negativamente a respeito de blogs (oi, Fábio). Espero que este não seja um motivo ninguém ignorar meus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pretendo fazer posts regulares e vou ficar feliz em receber retorno dos meus posts de todos os que tiverem vontade de responder. Agradeço pelo interesse dos que estão me lendo e convido todos a me escreverem, inclusive os que não me conhecem pessoalmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6640884-107965317182039504?l=xyko.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xyko.blogspot.com/feeds/107965317182039504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6640884&amp;postID=107965317182039504' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/107965317182039504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6640884/posts/default/107965317182039504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xyko.blogspot.com/2004/03/chamada-para-leitores.html' title='Chamada para Leitores'/><author><name>Francisco Kurpiel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04106417555582267927</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
